Miriam Batucada

Aqui também deixo meu grande obridada a Xico Júnior que mais uma vez colaborou com fotos e capas de disco para essa página

1974 – Amanhã Ninguém Sabe - Chantecler – LP.
1973 – CBS – Compacto Simples - Diabo no corpo.
1968 – Rozenblit (Selo Artistas Unidos) – Compacto Simples - Batucando na mão.
1971 – Sociedade da Grã-Ordem Kavernista Apresenta Sessão das 10 - CBS – LP – Com Raul Seixas, Sérgio Sampaio e Edy Star.
 
   
   
   
   
   

DICOGRAFIA
1)1968 – Rozenblit (Selo Artistas Unidos) – Compacto Simples - Batucando na mão.
2)1971 – Sociedade da Grã-Ordem Kavernista Apresenta Sessão das 10 - CBS – LP – Com Raul Seixas, Sérgio Sampaio e Edy Star.
3)1973 – CBS – Compacto Simples - Diabo no corpo.
4)1974 – Acertei no milhar - Chantecler - Compacto Duplo.
5)1974 – Amanhã Ninguém Sabe - Chantecler – LP.
6)1979 – RGE - Compacto Simples – Marcha do João.
7)1991 – Ric – LP - Alma de Festa lp -Produzido por Marcix (Marcia Carvalho) e arranjado pelo Maestro Otavio Basso (seu último disco).
8)CBS – Compacto Simples - Sinal De Vida.

Voltar

MÍRIAM BATUCADA Batucava com as mãos e fazia efeitos com a boca

Míriam Batucada, nome artístico de MÍriam Ângela Lavecchia, (São Paulo, em 1º de janeiro de 1947 - São Paulo, em 2 de julho de 1994), foi uma cantora brasileira, principalmente de samba.
Míriam era neta de italianos, tanto por parte de mãe, quanto por parte de pai. Nasceu aos 28 de Dezembro de 1946, mas foi registrada no primeiro dia de 1947, assim ganhando "um ano", como se dizia antigamente. Miriam fez um curso técnico de digitadora pela IBM e chegou a trabalhar na Arno, sendo despedida por batucar no teclado.
Quando pequena, conheceu uma menina que tinha o apelido de chacareira e lhe ensinou a batucar com as mãos durante três meses. No começo, despontava um samba devagar, o que dias de prática fez se tornar um ritmo frenético e no compasso de qualquer samba.
Em 1967 recebeu o convite para participar do programa do Blota Jr. Sua apresentação durou duas horas e maravilhou todo público e o apresentador, e de quebra, Miriam ainda tocou todos os instrumentos que se encontravam no palco da TV Record naquele dia : piano, bateria, harmônica, violão, cuíca, além de batucar na mesa do apresentador e mostrar também a sua batucada nas mãos.
No dia seguinte já era representada pelo famoso empresário Marcos Lázaro, sendo contratada pela TV Record; participou do Programa da Sônia Ribeiro e em seguida ganhou um programa com Ronie Von nas tardes de sábado. E foi durante sua apresentação num programa de televisão que Cidinha Campos a intitulou de Miriam da Batucada. Como o "da" na época não estava na moda, o extraiu e ficou só com o codinome de Miriam Batucada.
Em 1968 gravou o compacto pela Rozemblit "Batucando nas Mãos” (de Renato Teixeira)/ Plác-tic-plác-plác (de Walter Peteléco)", produzido por Côrte Real. Esse um sucesso dentro do estilo único da sambista. Já apresentava sua famosa batucada nas mãos nessas músicas. Começou, nessa época a ser muito requisitada para espetáculos, e chegou a até fazer apresentações no exterior.Apesar de seu samba ser relativamente tradicional, Miriam era pessoalmente muito criativa e aberta. Não teve problemas para gravar um disco relativamente inovador com Raul Seixas, Sérgio Sampaio e Edy Star em 1971, chamado “Sociedade da Grã-Ordem Kavernista Apresenta Sessão das 10”. Em 1973 gravou um compacto pela CBS com produção de Raul Seixas.
Faleceu precocemente, sendo encontrada morta em seu apartamento onde morava só, no bairro de Pinheiros, por sua irmã Mirna, que residia em Maringá, 21 dias após ter sofrido um infarto fulminante.
Pontos marcantes na personalidade de Miriam eram sua extrema simpatia e simplicidade. Como intérprete, tinha uma noção de ritmo muito boa. Um de seus sucessos era Teco Teco, de Pereira da Costa e Milton Vilella. A canção hoje não é mais associada a ela, depois que Gal Costa também a gravou.
Com fortes raízes italianas, Miriam era muito ligada a um bairro tradicional de São Paulo, a Mooca.
Este se tornou seu disco mais famoso, o mais encontrado na Internet. Com Marcix-(Compositora e produtora cultural) compôs a musica (Salve Rainha) Homenagem ao Chico Mendes.

Voltar