Meire Pavão

Meire e seu Irmão Albert

Meire Pavão 1965
A RAINHA DA JUVENTUDE (1965) Chantecler CMG-2333

1.Bem bom (Downtown) (T.Hatch-Vrs. Paulo Queiroz)
2.Cansei de lhe pedir (Liebeskummer lohnt sich nicht) (Bruhn-Buscher-Vrs. Erasmo Carlos)
3.Areia quente (Ay... como queima la arena) (J.S.Scotti-Limache-Vrs. Theotônio Pavão)
4.Bonitinho (Goody goody) (Marnek-Marcel-Vrs. Albert Pavão)
5.Lápis colorido (Prendi una matita) (Mogol-P.Massara-Vrs. Mathilde Gotardi)
6.Ouvindo o Rinc-a-Ding (Hoy Ring-A-Ding) (E.Curtis-Vrs. Jeanette Adib)
B – 1.A mesma praia... o mesmo mar (Stessa spiaggia... stesso mare) (Mogol-Soffici-Vrs. Carmen Garcia)
2.Que suerte (P.Ortega-C.Novarro)
3.O que eu faço do latim? (Che me ne faccio del latino) (Bertolazi-Beretta-Vrs. Theotônio Pavão)
4.Tão perto, tão longe (He’s so near yet) (D.&J.Thomas-Vrs. Juvenal Fernandes)
5.Eu não ligo baby (Wint thant baby) (C.Lynn-P.Medley-Vrs. Jeanette Adib)
6.Broto estudioso (Why don’t you love me) (H.Williams-Vrs. Fred Jorge) Acompanhamento: The Jet Black’s e Orquestra Chantecler regida por Willy Join

Meire Pavão A Rainha da Juventude 1965
1 Bem bom (Downtown) (T.Hatch - Vrs. Paulo Queiroz)
2 Cansei de lhe pedir (Liebeskummer lohnt sich nicht) (Bruhn - Buscher - Vrs. Erasmo Carlos)
3 Areia quente (Ay... como queima la arena) (Scotti - Limache - Vrs. Theotônio Pavão)
4 Bonitinho (Goody goody) (Marcel - Marnek - Vrs. Albert Pavão)
5 Lápis colorido (Prendi una matita) (Massara - Mogol - Vrs. Mathilde Gotardi)
6 Ouvindo o rinc-a-ding (Hoy ring-a-ding) (E.Curtis - Vrs. Jeanette Adib)
7 A mesma praia... o mesmo mar (Stessa spiaggia... stesso mare) (Mogol - Soffici - Vrs. Carmen Garcia)
8 Que suerte (P. Ortega - Novarro)
9 O que eu faço do latim? (Che me ne faccio del latino) (Beretta - Vrs. Theotônio Pavão - Bertolazi)
10 Tão perto, tão longe (He's so near yet) (D.Thomas - J.Thomas - Vrs. Juvenal Fernandes)
11 Eu não ligo baby (Wint thant baby) (P. Medley - C.Lynn - Vrs. Jeanette Adib)
12 Broto estudioso (Why don't you love me) (H.Williams - Vrs. Fred Jorge)

Meire Pavão 1966
01 - Família Buscapé (Albert Pavão - Theotônio Pavão)** - participação de Gato no órgão
02 - Robertinho, Meu Bem (A Girl Like You) (Jerry Lordan, versão Albert Pavão)**
03 - Meu Broto Aprendeu Karatê (My Boyfirend's Learning Karate) (Arthur Resnick-Kenny Young, versão Albert Pavão)
04 - História da Menina Boazinha (Theotônio Pavão - Albert Pavão)
05 - Sobrinhos do Capitão (Theotônio Pavão - Albert Pavão)
06 - O Rapaz de Terno Preto (Baby's in Black) (Lennon-McCartney, versão Albert Pavão)
07 - Escola do Amor (Theotônio Pavão - Albert Pavão) - com Theotônio Pavão
08 - Eu Amo Batman (Albert Pavão - Theotônio Pavão)
09 - O Tipo (Albert Pavão - Meire Pavão)***
10 - A Canção Mais Linda (Antônio Heitor)
11 - Louco Amor Crazy Talk) (Tillis-Walker, versão Albert Pavão)
12 - Chame Um Táxi (Taxman) (George Harrison, versão Albert Pavão)

Familia Buscapé...Meire e Alberto Pavão
Papai Waldisney.....
Familia Buscapé.....
O tipo....
Louco amor.....
A cigarra e a Formigo...
O vovô e a vovó.....
Lambari-----
The Ballad of cat Ballou......
A Canção mais linda.....
Vigésimo andar.....
Sobre um rio tão calmo....
Move it....
Remenber Baby....

Peggy Sue....
Vamos Mudar....
Corina Corina.....
A Batalha de Waterloo...
I Hates lies....

Alberto e Meire
What a Wonderful life....
The Rhythm of the rain....
Te quero te adoro te amo....
Love me tender....
Não seja cruel.....
Mocinho Bonito......
La Gatta

Meire Pavão compacto simples .
1 Areia quente...2 Lili

Meire Pavão ...Antologia 1964 à 1968
O que eu fanço do Latin...
Tão perto tão Longe....
Areia Quente .....
Lili....
Cansei de lhe pedir .....
A mesma praia , o mesmo mar.....
Bem Bom ....
.Broto Estudioso....
Bonitinho....
Lápis colorido....
Ouvindo o Ring-a-Ding...
Que Suerte....
Eu não ligo baby ...

A Familia Buscapé...
Meu Broto aprendeu Karaté...
Historia da menina Boazinha...
Robertinho meu bem...
Sobrinho do Capitãp....
O Rapaz de terno Preto...
Escola do amor...
Eu Amo Batman....
O Tipo....
Canção mais Linda...
Louco amor....
Chama o taxi
Depis que a Banda Passou...
O Vovô e a Vovó..
Monteiro Lobeto

Uma das personagens citadas em ‘Festa de Arromba’, clássico da Jovem Guarda, com Erasmo Carlos, a cantora Meire Pavão paira como um mistério na história do rock brasileiro. Talvez pelo fato de ter desenvolvido a carreira em um período de transição entre o rock and roll (Celly Campello) e a Jovem Guarda (Wanderléa), ela ainda não ganhou a devida valorização.

Nascida em Taubaté, filha do maestro Teothônio Pavão e irmã de Albert Pavão, intérprete do clássico ‘Vigésimo andar’, Meire iniciou a carreira ainda adolescente com o Conjunto Alvorada. Com o grupo vocal, teve programas exclusivos em TVs e deixou algumas pérolas gravadas, em especial ‘Lição de twist’, resgatada na coletânea ‘Censurar Ninguém se Atreve’.

Em 1964, aos 17 anos, ela assinou com a Chantecler, emplacando imediatamente o sucesso ‘O que eu faço do meu latim?’, versão do pai para uma música italiana. Puxado pelo hit, lança em 1965 o seu primeiro disco, o LP ‘A Rainha da Juventude’ contendo outro de seus grandes sucessos, ‘Bem bom’, versão para ‘Downtown’, originalmente gravada por Petula Clark.

Um ano depois, pela nova gravadora, a RCA Victor, sai o segundo LP, batizado ‘Meire’, com o maior sucesso de sua carreira, o hit ‘Família Buscapé’, de autoria do irmão e do pai, pagando tributo aos quadrinhos da infância. No mesmo disco, entre originais dos Pavão, outras versões destacam-se pela sua originalidade, ou estranheza, como ‘Chame um táxi’ (Taxman, dos Beatles).

Maior herança para as futuras gerações, seus dois discos ainda inéditos em cd (exceto por uma edição limitada em cdr da série ‘Classic Collection’), são fundamentais para compreender um pouco mais da história do rock brasileiro.

Neles, ouve-se uma cantora dona de um jeito limpo e quase lírico de cantar, e de um repertório de originais e versões extremamente particular, além dos padrões da época. Na verdade, Meire aproximava-se mais do estilo de cantoras como Cilla Black, Sandie Shaw, Mary Hopkins ou Lulu, do que das novas estrelas da Jovem Guarda.

Até 1969, quando afastou-se da música para fazer vestibular, Meire ainda emplacou mais um hit, a música ‘Monteiro Lobato’, atuou na televisão, em programas humorísticos (O riso mora ao lado), de auditório (A Grande Parada, com Wanderley Cardoso) e novelas (Sozinho no mundo). Sua última apresentação, segundo conta o irmão Albert Pavão, no livro ‘Rock Brasileiro, 1955-65’, foi em São Paulo, na cervejaria Urso Branco, ao lado do grupo vocal Os Vikings.

Em 1974, ao lado de Albert, do pai, dos Vikings e de Thomas Roth, Meire retorna ao mundo musical para gravar discos infantis, produzindo alguns clássicos do gênero sob os nomes de Quarteto Peralta e Trio Patinhas.